Colunista

 

“Meu *CTG.” *Centro de Tradições Gaúchas

“Uma reflexão… quem sabe um alerta…”

O que é um CTG?

Qual o seu Objetivo?

Porque eu escolhi, permito e apoio a participação de meu filho nas atividades do CTG?

O que eu espero de meu filho ao conviver parte de sua infância/juventude no CTG?

 

Grande parte da sociedade fica confusa e perdida, sem saber o verdadeiro objetivo da existência das entidades TRADICIONALISTAS. Muito se prega para a preservação da identidade, tradição e valores do povo GAÚCHO.  Muito pouco na verdade se faz, para que esta realidade possa permanecer ativa em nosso meio, para que seja transmitida de geração a geração.

Nos dias de hoje, muitas entidades passam por dificuldades, econômicas, sociais, culturais e o mais grave, de IDENTIDADE. Elas perderam o seu foco, o seu verdadeiro motivo de existência, caminham no presente sem saber para qual futuro.

 

Muitas das entidades tradicionalistas viraram  casas de espetáculos, servem apenas para fazerem promoções: almoços, bailes e um local para incansáveis ensaios de grupos de danças. Não quer se afirmar que os bailes  e a pratica das danças tradicionais, não tenha  o seu grau de importância para a sobrevivência da entidade, só que um CENTRO DE TRADIÇÕES GAÚCHAS, não pode ficar focado apenas nestas atividades, pois não são únicos, os verdadeiros motivos de sua existência.

 

 “… Um CTG. tem a necessidade de ser uma força viva dentro da comunidade em que atua… Deve ser administrado como uma instituição de ensino, oportunizando atividades principalmente no campo educacional, cultural e artístico. É dever da patronagem, das prendas e peões das entidades, conduzirem-nas verdadeiramente como “Centro- Escola”, uma organização preocupada com o ensino, a pesquisa e a difusão de valores (família, ética, moral, civismo…) deve ser uma continuação do lar e um lugar onde as famílias se encontram… de convivência sadia, continuadora e reforçadora dos círculos familiares…. sem desvios de conduta… deve ser pólos referenciais de valores morais, éticos e familiares, honestos, responsáveis, cumpridor de deveres, estas referências os diferenciam das demais entidades.” ¹ Machado, Carlos I.C – Terceirização dos CTGs – O Chasqui, pag.04 –(Sta Cruz dos Sul – 01/02)

Para que a entidade não fique confusa e perdida diante de seu foco, AS PATRONAGENS e todos PARTICIPANTES DA ENTIDADE, poderiam se socorrer de alguns Arts. da CARTA DE PRINCIPIOS , que representa os alicerces basilares  do Movimento Tradicionalista Gaúcho.

 

 Art 3º  - Promover,… uma retomada de consciência dos valores morais do gaúcho. Art. 7º – fazer de cada CTG. um núcleo transmissor de herança social e através da pratica e divulgação dos hábitos locais, noção de valores, princípios morais, reações emocionais e etc… Art. 20º – Zelar pela pureza e fidelidade dos nossos costumes autênticos, combatendo todas as manifestações individuais ou coletivas, que artificializem ou descaracterizem as nossas coisas tradicionais. Art. 26º – Revalidar e reafirmar os valores fundamentais da nossa formação, apontando as novas gerações rumos de cultura, civismo e nacionalidade.” ³ Fonseca, Glaucus Saraiva da – Carta de Princípios – Aprovado no 8º Congresso Tradicionalista – CTG. Fogão Gaúcho, (Taquara 10/61)

Muitas entidades auto denominadas de CENTRO DE TRADIÇÕES GAÚCHAS,  infelizmente, valorizam somente a dança, como se apenas ela fosse o manancial de toda a nossa cultura, como se a tradição  do povo gaúcho  não fosse mais nada, do que somente  dançar.  Para as crianças e jovens a dança é de  fundamental importância, para que elas venham e continuem a freqüentar os nossos CTGs. Mas não pode em hipótese alguma, transformar o ser, que para ganhar um TROFÉU tudo pode, DESCRIMINANDO e DESVALORIZANDO O INDIVIDUO e todos os valores que prega a nossa tradição, em detrimento da dança.

 

 “ A valorização do jovem e da criança, possibilitando a sua convivência fraterna com os adultos e idosos, tem favorecido a assimilação de um sentido  mais consciente de vida, idealizado no companheirismo e na amizade…. Essa nova maneira de encarar o mundo mostra ao jovem uma ótica diferenciada ante os problemas contemporâneo de violência, toxicológico, promiscuidade e alcoolismo.” ² Paixão, Darcy – O que é MTG – Quando Falo em Tradição – Vol.1

 

Toda a atividade artística serve como atrativo para as crianças e jovens, por este fato é que eles se reúnem dentro de nossas entidades tradicionalistas. Neste momento é que se deve aproveitar a oportunidade, para se desenvolver um trabalho de conscientização e informação, do que é realmente formada a nossa tradição.

 

“… O CTG é uma escola para a família, um centro que trabalha valores… é um referencial para aqueles que estão meio perdidos nessa sociedade capitalista, onde o que vale não é o ser humano, mas sim, o carro que tem, a casa onde mora, as roupas de marca que ostenta.” ¹ Machado, Carlos I.C – Terceirização dos CTGs – O Chasqui, pag.04 –(Sta Cruz dos Sul – 01/02)

O CTG. sendo como escola, além de transmitir os valores consagrados universais do seres humanos, se preocupa com a inteletualização de suas crianças e jovens. Não basta dançar, cantar, declamar, tocar instrumentos musicais muito bem, ser um verdadeiro artista, que se consagra a cada apresentação. Nada é mais importante do que o evoluir, não só nas artes, mas no aprendizado e na inteletualização. Estudar, buscar conhecimento, se profissionalizar para se poder viver o amanhã melhor do que o hoje. Criança e  jovem que não esta na escola, esta ferindo um dos fundamentos mais importantes da nossa tradição.

 

 “… ser tradicionalista, não significa que devemos nos tornar alienado…” ¹ Machado, Carlos I.C – Terceirização dos CTGs – O Chasqui, pag.04 –(Sta Cruz dos Sul – 01/02)

“ O autentico tradicionalista valoriza a sabedoria…  Conhece o seu passado e constrói o seu futuro, através de uma vivência diária fundamentada na consciência crítica e na busca de um mundo melhor.” ² Paixão, Darcy – O que é MTG – Quando Falo em Tradição – Vol.1

Muitas entidades Tradicionalistas se preocupam apenas com a sua grandeza e sua imponência, se preocupam demasiadamente  em serem campeãs de diversos rodeios e concursos, estar com suas paredes repletas de troféus empoeirados, mas não são  nada, se  não trabalharem a essência do verdadeiro valor da tradição gaúcha. Às vezes ficamos deslumbrados e encantados com estas aparências, e muitas vezes entramos no mesmo rol, sem medir conseqüências, pois o ego é maior do que a nossa cabeça, para cairmos em nós e refletirmos sobre o que pregamos. 

“ Uma entidade para ser grande não precisa ter muitos m² construídos, sua grandiosidade esta diretamente relacionada á cultura de seus administradores, peões, prendas e do quadro social, quando participam dos problemas de sua comunidade, através projetos culturais, artísticos, ecológicos, filantrópicos e educacionais.” ¹ Machado, Carlos I.C – Terceirização dos CTGs – O Chasqui, pag.04 –(Sta Cruz dos Sul – 01/02)

O CTG é o centro onde se reúne as pessoas de diversas famílias e gerações, sem o preconceito da idade, convivendo juntos com naturalidade e harmonia. É neste convívio que os mais novos vão se familiarizando, através da ação reação, aprendendo por indução, como se comportar e como deve agir em determinados momentos, percebendo atitudes, comportamentos e posturas, que estão inseridos em nossos costumes e que são alicerces da nossa tradição.

“ Na vida humana, a sociedade – mais que o indivíduo – constitui a principal força na luta pela existência. Mas, para que o grupo social funcione como unidade, é necessário que os indivíduos que o compõem possuam modos de agir e de pensar coletivamente….Toda a cultura inclui uma série de técnicas que ensinam ao indivíduo, desde a infância, a maneira como comportar-se na vida grupal. E graças à Tradição, essa cultura se transmite de uma geração a outra, capacitando sempre os novos indivíduos a uma pronta integração na vida em sociedade.” Lessa, Barbosa – O sentido e o Valor do Tradicionalismo – Aprovado no 1º Congresso Tradicionalista (Santa Maria 07/54)

Após ter lido estas conotações de diversos autores do Movimento Tradicionalista Gaúcho e como tantos outros que falam a respeito dos objetivos e função de um Centro de Tradições Gaúchas, você poderá refletir sobre as perguntas acima e também sobre a importância da DANÇA tradicional para seu filho(a), uma das mais belas atividades desenvolvidas com as crianças, jovens e adultos em um Centro de Tradições Gaúchas.

Tenha a mais pura certeza, que o seu  objetivo principal não é a conquista simplesmente por troféus.

O fundamento principal é desenvolver e fortalecer o caráter, senso de valores: o respeito, a amizade, a solidariedade, a honestidade, a seriedade, o comprometimento, a disciplina e etc.. Principalmente convivendo com pessoas heterogêneas,  com forma de pensar e reagir diferentemente uns dos outros, mas que comungam os mesmo sentimentos, baseado nos laços de preservação dos valores da família.

 

Jair Machado –(NH.04/11)

Professor de Danças Gauchas de Salão

Recebedores do selo ISO TCHÊ

 

SER GAÚCHO.

 

É amar as coisas do Rio Grande do Sul, sua terra, sua natureza, sua gente, os seus símbolos, a sua história, a sua tradição em fim a sua cultura.

Ser gaucho é se orgulhar do seu passado, construindo o presente e planejando o futuro.

Ser gaucho é lutar pela verdade, pelo correto, pelo certo, pelo justo e pelo honesto.

Ser gaúcho é não deixar crianças perambulando pelas ruas, “sem eira e sem beira”, não deixá-las fora da escola, não deixar faltar escolas! É lutar para que as crianças se intelectualizem se profissionalizem e se modernizem, sem perder os laços que as unem, como cidadãos desta terra.

Ser gaúcho é ter posicionamento, é ser cidadão, é medir responsabilidade, é se divertir no momento certo, é trabalhar, é ler e estudar, é ter conhecimento, é criticar para construir e aplaudir para incentivar.

Ser gaúcho é ser patriota a e cima de tudo, ser Brasileiro!

 

“Conhecendo as minúcias da sua Cultura, você se torna um cidadão globalizado”.

 

Jair Machado

 

A DANÇA  - “Gaúchas de Salão”.

 

Tem se notado uma crescente busca pelo aprendizado das Danças Gaúchas de Salão, mas também, tem se observado que algumas pessoas fazem uma idéia errônea, do que são as danças gaúchas para baile.

 

De onde vieram estas danças?

 

Como são as danças?

 

São perguntas freqüentes, feitas por pessoas que não tem o envolvimento com o Movimento Tradicionalista Gaúcho, ou até por pessoas com falta de conhecimento, freqüentadoras dos Centros de Tradições Gaúchas.

 

Em primeiro lugar, para uma idéia lógica, podemos imaginar a não existência dos CTGs. a não existência da roupa típica gaúcha. Pergunto-lhes, se caso esta imaginação fosse verdade, as famílias Sul Rio-grandenses, chamados de gaúchos, não dançariam? É uma importante pergunta.

 

Pois sabemos, que o Rio Grande do Sul foi colonizado por diversas etnias, que vieram principalmente da Europa, e em sua bagagem trouxeram com sigo, toda a sua cultura de além mar, com ela o gosto e a forma de dançar, e posteriormente criaram associações e sociedades com diversos objetivos.

 

Temos informação que só em Novo Hamburgo, antes do Movimento Tradicionalista Gaúcho organizado e dos Centros de tradições Gaúchas atuais, foram criadas sociedades com cunho esportivo e recreativo, temos: O Grêmio Atiradores de NH., fundada em 18 de Julho de 1892, a Sociedade Ginástica de NH., fundada em 11 Julho de 1894, a Sociedade Aliança, de origem da fusão da Soc. de Cantores “Frohsin”, Soc. Atiradores e América Tênis Club, fundada em 04 de Maio de 1888, e pelo Rio Grande a fora, em outros municípios ocorreram o mesmo fenômeno, prova que estas sociedades além do cunho esportivo tinha o seu momento de lazer e recreação, com isto a DANÇA era logicamente desfrutada pelos seus integrantes e associados.

 

Quando em agosto de 1947, em Porto Alegre, Paixão Côrtes e outros estudantes do Colégio Júlio de Castilhos (Antonio João de Sá Siqueira, Fernando Machado Vieira, João Machado Vieira, Cilço Campos, Ciro Dias da Costa, Orlando Jorge Degrazzia e Cyro Dutra Ferreira), criam um Departamento de Tradições Gaúchas, com a finalidade de preservar as tradições gaúchas, as DANÇAS DE SALÃO no Rio grande do Sul, já aconteciam livres em todos os rincões.

 

A resposta para a primeira pergunta esta esclarecida, não pode haver dança nos CTGs., se já não aconteciam antes do seu surgimento, pois os CTGs., foram criados com a finalidade de preservar as tradições povo gaúcho.

 

Por este motivo, tudo que for inventado, criado, transformado, e desta forma ensinado e divulgado, dentro dos Centros de Tradições Gaúchas, fere o principio básico do sentido de sua existência.

 

As Danças Gaúchas de Salão, dançadas em nossos bailes são simples e modestas, como a forma que nossos antepassados dançavam, forma esta, transferida de geração a geração, nos bailes familiares que ocorriam em festas de família ou em sociedades que surgiam.

 

Porém, a evolução não deixou de acontecer através das gerações.

Aconteceu na roupa, na língua, na culinária e etc., como também não deixaria de ocorrer na música e na dança gaúcha.

 

Mas esta evolução não pode jamais, transformar, descaracterizar e deturpar detalhes básicos da nossa cultura, como por exemplo: o exagero nos movimentos da dança, sapateados, saltos e pulos, movimentos grotescos com a prenda (mulher), atitudes e comportamentos inadequados a um ambiente familiar, estas caracterizações não são e nuca foram características da dança de salão de nossos antepassados. Pois, grande parte da base da nossa dança é de influência da imigração européia, o qual se preserva até os dias de hoje, a postura, a elegância, a educação e a beleza da dança.

 

Jair Machado.

 

A PILCHA – Roupa Gaúcha

 

Como consta no Dicionário de Regionalismo do Rio Grande do Sul, de Zeno e Rui Cardoso Nunes, Pilcha é sinônimo de adorno, jóia, dinheiro. Roupas, arreios, qualquer objeto de valor.//Vestimenta típica do gaúcho.

 

Após esta definição, gostaria de levar conhecimento as pessoas, que por algum motivo não conhecem e tem a falsa interpretação ao verem as pessoas vestidas com o Traje Típico Gaúcho, PILCHA.

 

Algumas pessoas pensão que a Roupa Típica Gaúcha, é uma mera fantasia de criação própria, mas estão enganadas.

 

A PILCHA, Roupa Gaúcha, é um símbolo de identidade, sim de identidade, pois os povos são reconhecidos e lembrados em todos os cantos da terra, através do seu traje típico.

É através de identificações (símbolos), que o indivíduo de uma sociedade cria vínculos de unidade, fortalecendo a Cultura do seu povo, os quais unidos pelas mesmas identificações unem-se aos mesmos sentimentos, aos mesmos valores, aos mesmos objetivos e aos mesmos interesses, que formam a força coletiva.

 

A Roupa Gaúcha, PILCHA, vigente nos dias atuais, é fruto de estudo, pesquisa e bom senso, pois sabemos que o Rio Grande do Sul, tem varias regiões geográficas e que foram habitadas por imigrantes com culturas diversas. A necessidade de adaptação foi crucial para a sobrevivência e o desenvolvimento destes grupos, que formaram as primeiras sociedades da nossa terra.

 

Na busca de uma roupa que pudesse fazer a representatividade do povo Sul Rio-grandense, os jovens iniciantes do Movimento Tradicionalista Gaúcho, trouxeram em seu traje uma peça mais usual e representativa em todos os rincões deste estado, a bombacha, sim a bombacha, pois era ela a peça mais usada em todos os meios rurais, tanto por pessoas com posses ou não. Seria uma roupa que pudesse unir todas as culturas dos imigrantes em uma só, a CULTURA DO POVO SUL RIO-GRANDENSE, o povo Gaúcho.

 

Para que uma roupa possa ser reconhecida como típica e representativa de um povo, devem-se ter certos cuidados e limitações na sua evolução, para não distorcer a sua real existência, e manter firme a força da identidade de um povo.

 

Com isto o Movimento Tradicionalista Gaúcho, fiel em seu compromisso com as tradições do povo Gaúcho, traça as diretrizes para que a PILCHA mantenha uma tradicionalidade. Por este motivo a Roupa Gaúcha, PILCHA, é reconhecida como Roupa Típica do povo Gaúcho através da Lei nº 8.813 de 10 de janeiro de 1989.

 

Nós como verdadeiros Sul Rio-grandenses, que amamos a nossa Cultura, reconhecemos os valores dos povos iniciantes do desenvolvimento desta terra, nos orgulhamos dos nossos antepassados, que muito pelearam para construir o que conhecemos em nossa atualidade, devemos honrar esta roupa, que é símbolo reconhecido da nossa identidade como GAÚCHOS.

 

Temos que ter o cuidado com os exageros, as criações, os modernismos, as transformações em verdadeiras fantasias, que nada tem a ver com a tradicionalidade. A PILCHA GAÚCHA é sóbria, discreta, elegante e bonita, podemos usar os artifícios modernos e as alternativas da evolução industrial, mas não podemos perder a essência do que propõe a PILCHA como símbolo de uma identidade. (Buscar informações para se pilchar corretamente, nada se tem a perder, mas sim a ganhar, pois estaremos fortalecendo a verdadeira Cultura do povo Gaúcho).

 

Temos o dever de manter viva a tradicionalidadeda, para que a PILCHA GAÚCHA não perca a sua força Filosófica, Histórica e Cultural.

 

Jair Machado

 

O CTG.

 

Na sociedade em que vivemos, poucos conhecem os verdadeiros objetivos, que estão inseridos nas atividades desenvolvidas dentro dos Centros de Tradição Gaúchas.

A maioria das pessoas, da nossa sociedade, pensa que os Centros de Tradições Gaúchas só existem para promover bailes e promover cavalgadas.

 

Resumo: Ir ao CTG vestido a caráter, com a roupa tradicional gaúcha, ou é para dançar ou é para andar acavalo”.

 

Pena que muitos alheios as atividades dos CTGs, pensam assim. Não é culpa dessas pessoas, pois falta muita informação e conhecimento, do verdadeiro motivo e objetivo da existência dos Centros de Tradições Gaúchas, que estão espalhados pelas diversas regiões do mundo.

 

As entidades tradicionalistas estão inseridas em nossa comunidade, com o principal objetivo, manter vivo o primeiro fundamento da necessidade humana para se viver em ordem e em paz; os princípios e os valores da família.

 

No CTG. reúnem-se os amigos, os avós, os tios, os pais e principalmente os jovens e as crianças, que no furo próximo, serão os adultos de nossa sociedade. Neste contato os jovens e as crianças, recebem através da vivencia com os adultos, os parâmetros de conduta e de valores da nossa comunidade, se tornando assim, um ser com o espírito coletivo e com os princípios de cidadania.

 

As atividades desenvolvidas dentro dos CTGs. são baseadas em estudos e pesquisas, para que se possa ter a maior fidelidade, em relação as origens e a historia da Tradição Gaúcha. Com isto, dando rumo a uma verdadeira identidade do povo gaúcho.

 

A necessidade de uma identidade é necessária em qualquer grupo de seres humanos, para que os indivíduos deste grupo possam se reconhecer, e é através do acreditar nesta identidade é que surge a força coletiva, que levará os seres deste grupo, a superar todas as dificuldades momentâneas, que surgirão durante toda a sua existência.

 

Jair Machado

 

ATIVIDADES E CONCIÊNCIA

 

Neste mundo o qual evoluímos, com velocidade espantosa em tecnologia, infelizmente ficamos emperrados em uma viagem decadente, no que diz respeito, ao desenvolvimento evolutivo da interiorização humana.

 

As sociedades humanas, no seu devaneio desenfreado pela busca incessante pelo o que é tecnológico, não criam consciência das necessidades vitais do seres humanos, para viverem em grupo.

 

Faltam em nossa comunidade social, mais atividades com as crianças e com os jovens, que trabalhem e reforcem os valores e princípios já constituídos e consagrados de nossa sociedade.

 

O que conhecemos e é oportunizado é para uma minoria, quando ainda não são totalmente usufruídos, com isso a maioria dos sucessores e responsáveis pela continuidade das sociedades, não recebem parâmetros de convívio coletivo e em grupo, senso de cidadania e responsabilidade pela manutenção do que já está constituído.

 

Os homens de consciência plena, sabedores da importância do desenvolvimento físico, intelectual e principalmente o “espiritual” do seres humanos, tem consigo o dever e a obrigação pela busca constante do despertar da consciência dos novos sucessores, que continuaram o processo evolutivo das sociedades que se modernizam.

 

O trabalho ARTÍSTICO desenvolvido com as crianças e os jovens, dentro de cada entidade tradicionalista (CTG.), tem como objetivo o desenvolvimento e o aprimoramento das atividades individuais ou coletivas, mas fundamentalmente é oportunizar as crianças e aos jovens o convívio em grupo, com regras de disciplina, de comportamento, de hierarquia, de principio e de valores, que recebem através do convívio com os adultos, como se fosse uma grande família.

 

Com o convívio entre os adultos, que tem em seu parâmetro comportamental estes valores, recebem inconscientemente a formação de uma consciência, da importância da preservação dos valores e princípios de nossa sociedade.

 

Só com atividades como esta, é que conseguiremos barrar as novas alternativas de comportamento e de valores, que são diametralmente contrários aos valores e princípios recebidos de nossos antepassados.

 

Com o trabalho do despertar de consciência dos novos sucessores, haverá um reforço inigualável na manutenção da célula máxima da sociedade, a FAMÍLIA.

 

Tenhamos a certeza, só com a sociedade unida e coesa, em seus valores e princípios, é que ela estará preparada para o enfrentamento dos possíveis problemas que surgirão no decorrer do seu processo evolutivo.

Jair Machado.

 

SEMANA FARROUPILHA

 

Estamos entrando em mais uma Semana Farroupilha, momento este de se reverenciar um dos períodos mais marcantes e quem sabe o mais importante da nossa história.

 

A Revolução Farroupilha, o mais longo e um dos mais significativos movimentos de revoltas civis da história do Brasil, envolvendo em suas lutas os mais diversos segmentos da sociedade, iniciou em 20 de setembro de 1835 e que teve duração de cerca de dez anos, com o intuito de revolta, pelo descaso e desamparo do governo central do Brasil ao povo riograndense.

 

A Semana Farroupilha que se estende do dia 11 a 21 de setembro, traz como tema deste ano “Nossos símbolos: nosso orgulho!” 

 

Com o objetivo de destacar, valorizar e tornar mais conhecidos os símbolos oficiais ou não, a comissão Estadual da Semana Farroupilha, decidiu adotar este tema para os festejos da Semana Farroupilha 2008. Com isto, os projetos culturais podem abordar os 10 símbolos listados na legislação: Bandeira, Hino, Brasão de Armas, a planta Erva-mate, a ave Quero-Quero, a flor Brinco-de-princesa, o Cavalo Crioulo, a planta medicinal Macela, a bebida Chimarrão, o prato típico Churrasco e ainda as simbologias, como o Galpão de Estância, a Chama Crioula e o monumento do Laçador. Além dos símbolos considerados oficiais, poderão ser adotados outros símbolos representativos dos municípios ou de uma região.

 

O mais importante deste momento é o trabalho que as escolas municipais, estaduais e particulares, desenvolvem durante a Semana Farroupilha com os seus alunos, provocando-lhes o interesse na busca pelo conhecimento da nossa tradição, história e cultura.

 

É através desta iniciativa, por menor que seja, é que as crianças e os jovens tomam conhecimento da história e da cultura de seu povo, levando-os a refletir sobre a sua verdadeira identidade como cidadão de uma coletividade.

 

O estudo dos símbolos e o seu reconhecimento como peça verdadeira e fundamental da identidade de um povo, faz se necessária para o fortalecimento de uma sociedade, pois são os símbolos que nos unem, pela sua história, pela sua criação, pela sua força, pela sua simbologia que transcende a materialidade, são eles que nos fazem reconhecer como unidade coletiva, para nos direcionar a objetivos comuns.

 

Infelizmente, tenho observado que a busca e o interesse pelo conhecimento das coisas do nosso Rio Grande, por algumas ESCOLAS, só acontece nesta semana. Estes trabalhos de cunho informativo e educativo deveriam ser desenvolvidos durante todo o ano, para que as crianças e os jovens, não percam o elo da formação da sua identidade, como indivíduos da nossa sociedade, pois eles são alvos frágeis e estão à mercê das novas alternativas, trazidas pela mídia, de formação de caráter, conduta e identidade.

 

Jair Machado

 

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